4 de dezembro de 2009

"Stand up Magic"

por Ismael de Araujo

Rolou na noite do apagão a festa de 10 anos da editora Matrix- do publisher Paulo Tadeu, que editou meu "Manual da Mágica". Batendo um papo com o Marcelo Mansfield antes de nossa performance, o cara disparou: "Quem mostra o processo de improviso na comédia é uma espécie de Mister M do humor. Sou contra mostrar os procedimentos que usamos pra chegar na piada".

Em contrapartida, a molecada cada vez mais massuda do new-stand-up-comedy-one-handed-mic-tupiniquim acha o contrário. Zoar em cena, mostrar o meio como um fim, rir das próprias patetadas: esse é o avesso new para uma old (e impecável) school da comédia. Fui fazer minhas mágicas, mesa por mesa, pensando na questão. O problema não é mostrar. A coisa pega quando o processo é tratado como um fim em si.

Concordo com o Mansfield- que conheci há uns 10 anos no litoral do Paraná, nas filmagens do longa "Sonhos Tropicais"- e arremato citando o Santi Lee :qualquer um hoje em dia pega um mic e destila seu papinho furado. Mas papinho furado de puta velha de palco é outra história.


Ismael de Araujo e Marcelo Mansfield na festa de 10 anos da Editora Matrix


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